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Delegado, policiais e advogado são presos suspeitos de corrupção em Açailândia Delegado, policiais e advogado são presos suspeitos de corrupção em Açailândia
Polícia Civil chama os cinco de 'criminosos organizados', pois eles negociavam mediante pagamento de propina a liberação de pessoas que cometiam crimes.
Por Redação | 29/06/2017 - 11h32
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Uma equipe inteira da Polícia Civil e mais um advogado foram presos na manhã desta quarta-feira (28/06), em Açailândia, distante 550 km de São Luís, por integrarem uma quadrilha que usava a própria delegacia da cidade (1º DP) como local para negociatas, de acordo com o delegado geral de Polícia Civil do Maranhão, Lawrence Melo. Pelo menos quatro casos estão sendo investigados.

O delegado Thiago Philipini, o investigador Glauber Santos da Costa, a escrivã Sylvia Helena Alves, o carcereiro Mauricélio da Costa Silva e o advogado Eric Nascimento Carosi foram presos preventivamente na própria cidade onde trabalhavam e encaminhados para São Luís no fim desta manhã por meio de um helicóptero policial do Centro Tático Aéreo (CTA).

“Uma investigação conduzida pela Superintendência Estadual de Combate a Corrupção, vinculada à Polícia Civil, teve início a partir de denúncias realizadas no Ministério Público em Açailândia sob a conduta de policiais civis com a participação de um advogado formando uma verdadeira organização criminosa, que buscava desvirtuar todas as obrigações legais que aquela equipe deveria estar praticando”, disse o delegado geral.

De acordo com as investigações, eles negociavam com as pessoas conduzidas à delegacia em vez de iniciarem o procedimento legal. A negociação tinha por objetivo a liberação dos detidos mediante pagamento de propina que variava de acordo com o crime cometido. Em outros casos, de acordo com o Ministério Público, "a prisão em flagrante era forjada pelos envolvidos".

“Foram reiteradas situações e algumas já estão formalizadas com provas testemunhais e materiais. O valor exigido pela organização criminosa dependia da gravidade do delito, mas não tem como informar ainda um valor preciso”, declarou o delegado geral.

Em um dos casos, Lawrence Melo revelou que o delegado preso chegou a retirar o que já havia sido inserido no sistema da Polícia Civil, mas as alterações ficaram registradas e serviram para comprovar as ações suspeitas do grupo.

Eles devem responder por concussão (crime praticado por funcionário público que busca vantagens pra si e para outros), corrupção passiva e organização criminosa.

Fonte: G1 Maranhão